IMPOSTÔMETRO


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Política x Politicagem


Por Maurício Cazagrande

Política é amar pessoas compromissadamente; politicagem é usar pessoas descaradamente; Política é uma missão totalmente divina; politicagem é uma prática genuinamente satânica; Política implica em respeitar, preservar e defender as instituições para que elas alcancem seus objetivos de promover as pessoas; Politicagem implica em manipular as instituições para que sirvam a objetivos corporativos e pessoais; Política é a arte de estabelecer fundamentos para o futuro a fim de que a próxima geração seja beneficiada, celebrando com gratidão a memória dos estadistas do passado; politicagem é o legado imoral recebido por filhos que dizem sem constrangimento: “estamos curtindo o que nossos pais roubaram do povo no passado”.

Política deságua em fidelidade ante os compromissos feitos com o povo, administrando o bem público para toda a comunidade; politicagem é a arte do cinismo, temperado com ostentação e riquezas provenientes do assalto ao fruto do suor do povo.
Política sempre pensa na próxima geração; politicagem sempre pensa na próxima eleição; Política vislumbra um futuro repleto de justiça e dignidade para todos; politicagem empurra o visionário a se perceber no trono, levando vantagem sobre os outros e sendo o senhor de tudo; 
Política é generosamente conciliadora; politicagem é maldosamente desagregadora; Política vê o adversário como um provável aliado no futuro, na defesa do bem-comum; politicagem sempre encara o adversário como um inimigo que precisa ser tirado do páreo a qualquer custo; Política caminha por princípios ideológicos e éticos; politicagem ’surfa’ no oportunismo cínico; Política transpira abnegação; politicagem transpira ambição; Política fica exposta na luz da opinião pública e da prestação de contas; politicagem trafega na escuridão da safadeza; 
Política é determinada, arrojada e não teme defender o que acredita; politicagem fica na moita, em cima do muro e sentindo o rumo do vento; Política reconhece as qualidades dos adversários, elogia publicamente e louva pelos bons serviços; politicagem deprecia, esculhamba e puxa o tapete; Política conquista, com autoridade e testemunho pessoal, o respeito dos adversários; politicagem sempre conquista o ressentimento, o ódio e o espírito de vingança; Política enterra seus militantes com choro de saudade e gratidão pelo inesquecível legado deixado; politicagem faz festa quando seus perversos partem desta para pior. Como diz a Bíblia? Partem sem deixar saudades de si?; Política garante nome honrado, paz de consciência, estabilidade familiar e admiração popular; politicagem implica em nome maldito, consciência atormentada, família arrebentada e população indignada.

Quanto a mim, junto-me a você leitor e eleitor, que tem envergonhado-se da politicagem, marca registrada por muito tempo em nossa terra, porém, nunca deixou de sonhar, apoiar e trabalhar com aquelas pessoas que amam a política e fazem dela um instrumento de promoção do próximo. Na opinião do Senhor Jesus Cristo, próximo é o que precisa de mim: amigo ou inimigo, aliado ou adversário. O meu próximo não é determinado pela ideologia que defende, nem pela agremiação partidária que pertence e sim pela necessidade que ele tem!

Maurício Cazagrande é Professor de História, Assessor Parlamentar, Secretário-Geral do Democratas de Porto Feliz e ex Conselheiro Tutelar.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ENTENDA A FICHA LIMPA


A Folha de São Paulo destacou que com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), também fica estabelecido que não poderão se candidatar pessoas que, por decisão de entidade de classe, como a OAB, perderam registro profissional, ou que tiveram contas rejeitadas por um órgão de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE). A principal polêmica do julgamento girou em torno da possibilidade de vetar a candidatura de um político que teve condenação, mas da qual ainda cabe recurso até a última instância judicial.
Os ministros contrários à lei argumentavam que este ponto fere o principio constitucional da presunção de inocência, pois penaliza político que, em tese, pode ser considerado inocente no final. Também disseram que não deveriam ser levados em conta argumentos em favor da vontade popular. "Não se deve esquecer que essa tal opinião pública ou essa imprecisa vontade do povo é a mesma que elege os chamados candidatos fichas-suja", disse o ministro Gilmar Mendes. Prevaleceu, entretanto, o argumento de que a proibição de se candidatar não deve ser encarada como uma sanção, mas como uma condição de elegibilidade.
"Enquanto o indivíduo é gente, o membro do poder é agente. Para sair da condição de gente para a de agente é preciso maior qualificação e essa é a razão de ser da Ficha Limpa", disse Ayres Britto. A Lei da Ficha Limpa estabeleceu que o político condenado por um colegiado ficaria inelegível por oito anos, além do período imposto pela pena. Se a condenação é de dez anos, por exemplo, a inelegibilidade é de 18. Foi derrotada uma proposta de Fux de reduzir o tempo em que um político teria sua candidatura barrada.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Democratas realiza em São Paulo grande encontro com pré-candidatos


Fonte: Assessoria do Vereador Gerão

O Democratas realizou na última segunda-feira, 06, o primeiro entre os vários encontros que o Partido fará com pré-candidatos a Prefeito e Vereador. Realizado em São Paulo, no Hotel Renaissance, o evento que, inicialmente contaria com a presença de 300 pré-candidatos, recebeu mais de 800 participantes de todos os estados do país lotando os dois salões reservados para o evento.

Ficha que oficializa a pré candidatura de Gerão
para concorrer a prefeitura de Porto Feliz
Uma comitiva, liderada pelo Vereador e Presidente do Democratas e pré-candidato a prefeito de Porto Feliz, Dr. José Geraldo Pacheco da Cunha Filho (Gerão), esteve presente durante o seminário. Estiveram acompanhando o Vereador Gerão, o Vereador Armando Ambrósio, o Assessor de Gerão e Secretário-Geral do Democratas Municipal, Maurício Cazagrande e Fernando Moreno, Secretário-Geral e Delegado Nacional do PSDB.

“O Democratas seguramente fará um número de Prefeitos maior do que tem hoje, incluindo noventa Prefeitos no Estado de São Paulo e algumas capitais”, assegurou o Presidente do Democratas, José Agripino. Segundo o Senador, o sucesso do evento em São Paulo demonstra a força do Partido no Estado e para as eleições municipais. “Se já estávamos vivos, vamos estar muito mais daqui pra frente”, disse. “A marca que diferencia o Democratas é a ética. Podemos bater no peito e nos orgulharmos de sermos o único Partido que teve a coragem de expulsar o seu único governador”, completou.

Presente no encontro, o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) lembrou da importância histórica do Democratas por ter sido o primeiro partido a apoiar o Plano Real, a ter criado o Fundo Nacional de Combate à Pobreza, que deu origem aos programas sociais do governo como o Bolsa Família, e o apoio irrestrito à Lei de Responsabilidade Fiscal. “O Democratas tem excelentes quadros e programas. Fico feliz de ver a força do partido para essas eleições municipais”, disse o Governador.

Vereadores Armando e Gerão com o Senador Democratas
Demóstenes Torres 
Na abertura do encontro, o Presidente da Fundação Liberdade e Cidadania, José Carlos Aleluia destacou que o evento é a grande oportunidade de reafirmar os valores do Partido e de promover um encontro entre os integrantes democratas.“Aqui os nossos Prefeitos vão conhecer os Vereadores que também vão conhecer os Deputados Federais, o que gera uma troca de experiência entre os nossos integrantes. O sucesso desse encontro responde aos que maldosamente insinuaram que o Democratas vai se fundir com ‘a’ ou ‘b’ “, enfatizou Aleluia.

O evento reuniu as principais lideranças do Partido como o Presidente Nacional do Democratas, Senador José Agripino, o Presidente do Diretório Municipal de São Paulo, Deputados Estaduais, atuais Prefeitos, Vereadores e dezenas de militantes.

Secretário Rodrigo Garcia e Gerão, prefeituráveis por São Paulo
e Porto Feliz respectivamente
Na oportunidade o anfitrião Deputado Federal licenciado e Secretário Estadual de Desenvolvimento Social Rodrigo Garcia, muito elogiado pelo Governador Geraldo Alckmin pelo excelente trabalho que tem realizado junto a Secretaria, fez o lançamento oficial da sua pré-candidatura a Prefeito de São Paulo pelo Democratas 25.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O programa Democratas e as aspirações populares

No ar na última quinta-feira, em rede nacional de televisão, a inserção partidária do Democratas surpreendeu ao tocar com sutileza temas complexos e polêmicos, como privatização, segurança pública, e tamanho do Estado.

Assista ao programa: http://migre.me/7aPpV

Assinado pelo jornalista e publicitário José Fernandes, o programa apresentou de forma leve e descontraída ideias, posicionamentos e bandeiras do Democratas – um dos partidos ideologicamente mais coesos do País.
Por exemplo, por meio do senador Demóstenes Torres, o programa deixou claro que a escalada de violência no Brasil não terá fim enquanto as leis penais não forem mais rígidas.
Já o ex-presidente do partido, Rodrigo Maia, avisou que não adianta ocupar as áreas mais violentas das cidades com forças policiais se não houver contrapartidas em serviços públicos.
O presidente José Agripino colocou o dedo na ferida com relação ao caos aéreo. Em 2007, o partido promoveu um seminário sobre transporte aéreo cujas conclusões apontavam para a necessidade de conceder o setor à iniciativa privada. O texto foi entregue ao governo.
O governo ignorou a sugestão e continuou a atacar as privatizações em suas campanhas eleitorais. Com a superlotação no transporte aéreo e a proximidade da Copa, foi obrigado a mudar de ideia. Na semana passada anunciou o edital de concessão dos principais aeroportos do Brasil.

Hoje, o brasileiro viaja mais de avião do que de ônibus. Uma prova de que a preocupação do Democratas possui forte respaldo popular.


Após o processo de produção, o programa foi avaliado por grupos qualitativos no Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Curitiba e Belo Horizonte. Foi amplamente aprovado.
“Submetida à avaliação de jovens e adultos de ambos os sexos, de 18 a 55 anos, o programa do Democratas despertou interesse e foi aprovado em todos grupos, pela linguagem simples e objetiva, pertinência dos temas abordados com a agenda da população (violência, corrupção, imposto) e clareza das propostas e teses defendidas pelo partido”, afirmou a antropóloga e pesquisadora Adriana Seixas, da Mercadológica, instituto de pesquisas com sede em Belo Horizonte que avaliou a nova estratégia de comunicação do Democratas.
De acordo com a antropóloga, o programa dialoga com facilidade com a nova classe media, “abrindo uma janela de esperança, principalmente para os segmentos que hoje sentem-se frustrados com a atuação dos atuais governantes e políticos de maneira geral”.
Ainda segundo a pesquisadora, “com essa linha de comunicação, o Democratas se reposiciona e se aproxima de forma eficaz de segmentos da população que vem almejando mudanças políticas nos últimos anos”.
Além do sucesso popular, o programa teve repercussão razoável nos órgãos de comunicação.
Para o colunista da Folha de S. Paulo, Josias de Souza, “a legenda dedica-se agora a exibir o que todos dizem faltar à oposição: uma plataforma. O DEM tenta virar a página, eis a impressão que salta da propaganda. De saída, faz o que o tucanato sempre hesitou em fazer: defende o pedaço benfazejo do legado da Era FHC”.
De acordo com a revista Veja, o Democratas buscou a classe média na propaganda.


O jornal Valor se concentrou em uma frase do presidente Agripino: “Enquanto alguns fraquejam, e mudam de lado, o Democratas continua firma nas suas posições e nas suas convicções, porque queremos um Brasil eficiente”, interpretada como uma crítica ao PSD.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Socialismo = Utopia


Por Maurício Cazagrande
Sabe quantos países com governo socialista restam agora em toda a União Européia? Apenas três: Grécia, Portugal e Espanha. Os três estão endividados até o pescoço, quase arrastando todo o bloco de países para uma grande crise de consequências imprevisíveis e com repercursões mundiais. Por que será?
A esquerda não diz que o socialismo é a solução para o mundo? Por que não funcionou em nenhum país do mundo nos seus 83 anos de existência? (de 1917 a 1990).
"O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros", disse Adrian Rogers, em 1931. É uma ilusão política que já foi experimentada e redundou em rotundo fracasso, por sua insensibilidade e "soluções" fantasiosas e violentas. Aliás, 100% dos comunistas são ateus, o que explica plenamente muitos dos seus atos políticos desumanos.
Neste regime é impossível levar o pobre à prosperidade, pois, eles propugnam e implantam políticas que punem os ricos pela prosperidade e socializa a miséria através da demagogia mais torpe e mentirosa.
Já se comprovou que é impossível uma vida digna com pleno exercício da liberdade em países de Partido único, onde os que discordam das aberrantes ideias dos seus dirigentes são eliminados sem a menor hesitação. Steffen Courtois e uma equipe de grandes historiadores franceses, americanos, ingleses, russos e alemães – nove ao todo - nos mostraram a verdadeira face do comunismo na obra "O Livro Negro do Comunismo", no qual provaram que mais de 100 milhões de pessoas foram assassinadas pelos comunistas ao longo de 83 anos de existência. (Este livro está disponível na Internet e pode ser baixado gratuitamente).
No comunismo, para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra deve trabalhar sem receber. Ora, nenhum governo pode dar impunemente para alguém aquilo que tira de outro alguém. Quando mais da metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois, a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
Assim ocorre num país socialista. Socializa-se a miséria, ao invés de se capacitar os menos capazes. Eliminam-se os inimigos, punem-se os ricos pelo pecado de serem mais capazes, como se eficiência e diligência fossem fatores desqualificantes e indesejáveis. Procedem como se todo o rico, em princípio, fosse desonesto e cruel, insensível e indiferente aos sofrimentos dos mais humildes, o que não é verdade. Enfim, agem como se todo o rico fosse mais indesejável do que o corrupto, o mentiroso, o indolente e fosse o culpado por todos os males do mundo, o que também não é verdade.
É impossível multiplicar a riqueza, dividindo-a. Todo governo socialista é insano. Por exemplo: quando se tira o dinheiro da saúde, da educação e da segurança pública para estádios de futebol, conclui-se que este é um governo doente, sem eira nem beira, e movido pelo fanatismo ideológico.

Mas, o que dizer das famigeradas Bolsas do PT, em que diversas pessoas não querem emprego com carteira assinada para não perder os benefícios financeiros gerados por quem trabalha? O que dizer da total indiferença das autoridades socialistas para com os doentes que morrem nas filas do corredores de hospitais esperando remédios ou atendimento médico de urgência? O que dizer de um país socialista, no qual, quando o vice-presidente ou o presidente ou ainda a "presidenta" quando precisa de assistência médica procura o Hospital Sírio Libanês de São Paulo, referência mundial de excelência médica, ao invés de procurar o SUS, tão elogiado e exaltado por eles? Bem perto do apartamento de Lula, em São Bernardo do Campo, tem um hospital do SUS.
Não serve para o Lula, não serviu para o vice-presidente José Alencar e nem serve para a atual "presidenta", mas serve para o povo? 
Quer dizer que o SUS é uma maravilha para os pobres, mas, não serve para eles? Lula chegou a dizer na TV, eu vi, em novembro de 2009, que "na saúde estamos atingindo as raias da perfeição".
Às vezes, olhamos para algumas dessas pessoas e pensamos: Não é possível que esse era o espermatozóide mais esperto. É incompetência demais, é indiferença demais. Acho que são pessoas que já nascem sob o estigma de um erro, de algo que não deu certo e, por isso mesmo, saem pelo mundo destruindo valores, pisando no semelhante, submetidos que são ao seu insaciável ego, à sua estupidez e à sua ganância.
Se o socialismo é tão bom quanto propalam os seus adeptos por que desmoronou juntamente com o famigerado Muro de Berlim (ou da Vergonha), na década de 1990? Por que Cuba, depois de 50 anos de comunismo, ainda precisa de ajuda do Brasil? 
Pergunte a um cidadão que viveu na Polônia, na Hungria, na Rússia, na Tchecoslováquia, na Iugoslávia, na Alemanha Oriental, na China de Mao Tse Tung, na Coréia do Norte, ou em qualquer outro país comunista do passado, se gostou da experiência.
Por que, enfim, o russo de hoje tem verdadeiro pavor do socialismo, tal como o Húngaro, o Alemão, a Polonês, o Iugoslavo, o Ucraniano e outros que passaram por essa terrível experiência política?
Kurt Menninger, um alemão que esteve na Alemanha Oriental em 1991, alguns meses após a queda do Muro de Berlim, mostrou fotos da Alemanha Oriental após a queda do Muro da Vergonha e as comparou com outras fotos que tirou da Alemanha Ocidental, o lado livre da Alemanha.  A impressão que deu foi de espanto, ao comparar o lado Ocidental (livre) da Alemanha com o lado Oriental (comunista). Era como comparar Barcelona com Porto Príncipe, a capital do Haití.     
Maurício Cazagrande é formado em História pela UNISO (Universidade de Sorocaba), foi Conselheiro Tutelar de Porto Feliz, Assessor Parlamentar e Secretário-Geral do DEM (Democratas) de Porto Feliz – SP.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Reações criminosas aos escândalos


Por Blog Democratas
É tão alto o número de ministros do governo Dilma Rousseff afastados por suspeitas de irregularidades que é difícil ter todos os nomes de cabeça. Mais uma vez: Antonio Palocci, da Fazenda; Alfredo Nascimento, dos Transportes; Wagner Rossi, da Agricultura; Pedro Novais, do Turismo; Orlando Silva, do Esporte e Carlos Lupi, do Trabalho.
Os escândalos petistas da área federal vêm de longe. No mínimo desde 2004, quando Waldomiro Diniz, assessor do ex-ministro da Casa-Civil, José Dirceu, foi flagrado por câmeras de segurança pedindo propina a um bicheiro.
Desde então, é escândalo praticamente todo mês, com destaque para o chamado mensalão de 2005 – a compra ilegal de parlamentares da base aliada com o intuito de garantir apoio no Congresso. Mas a reação de alguns integrantes do Partido dos Trabalhadores a esses escândalos se tornou outro escândalo por si só. A edição desta semana da revista Veja mostra que a contra-ofensiva ao chamado mensalão foi uma imensa e criminosa fraude contra os oposicionistas.
Em 2006, um estelionatário, Nilton Monteiro, foi contratado por integrantes do PT para forjar uma lista com o intuito de incriminar integrantes da oposição. A ideia era fazer uma armação para parecer que deputados teriam recebido recursos ilegais da estatal Furnas, nos últimos anos da era FHC.
Como compensação à farsa, Nilton teria facilidade em fazer negócios com o governo federal.
Entre as vítimas das fraudes grosseiras estavam os deputados Rodrigo Maia, futuro presidente do Democratas, e José Carlos Aleluia, atual presidente da Fundação Liberdade e Cidadania (FLC). O fraudador hoje está preso. Escutas com autorização judicial mostram o estelionatário ameaçando contar tudo o que sabe caso não seja protegido pelos petistas que o contrataram. Foi esse estado de coisas de total descalabro herdado por Dilma Rousseff ao tomar posse em 2011. Escândalos de um lado e reações criminosas às denúncias de outro.
Para que a presidente não ficasse tão mal em meio a tantas dificuldades nessa seara, até inventaram um nome para o processo de saída de ministros que caem devido a um esquema corrupto consagrado no governo anterior: faxina. Nada mais enganador, pois todos os auxiliares só foram à lona após denúncias na imprensa.
A intenção do governo era não fazer mais mudanças no ministério após a queda de Orlando Silva. Foi surpreendido, entretanto, com as inúmeras denúncias de corrupção contra a pasta do Trabalho. Entre outras acusações, auxiliares de Carlos Lupi cobrariam propina para registrarem sindicatos.
A quantidade tão grande de ministros abatidos até gerou uma tese factível: Dilma estaria por trás da saída dos ministros, que foram escolhidos por Lula e não por ela. Mas essa teoria já tem falhas, pois o alvo agora está sobre o titular do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, companheiro de militância da presidente.
Assim como Palocci, Pimentel recebeu milhões de Reais no ano passado por serviços de “consultoria”. Ao contrário do ex-ministro da Fazenda, revelou quem eram seus clientes, entre eles a Fiemg, a Convap engenharia e a ETA Bebidas do Nordeste. Mas ainda não mostrou que tipo de trabalho fez, aumentando as suspeitas de que recebia apenas para fazer tráfico de influência.
Outro que anda na corda-bamba é o ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP). Não tem apoio de todo seu partido e é acusado de ser conivente com uma falsificação de documentos que alterou o escopo das obras de mobilidade urbana para Cuiabá sediar os jogos da Copa.
Fora da esplanada dos ministérios, mas igualmente enrolado, está o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Com base em investigação da Polícia Federal, reportagem da Isto É desta semana mostra que o ministro não tem como explicar o enorme enriquecimento de sua família, ocorrido nos últimos três anos.
A esperança dos petistas agora também pode ser mais uma fraude. Para atacar a oposição se fiam em um livro escrito por um integrante de campanha do governo Dilma Rousseff contra o processo de privatização ocorrido na era FHC.
O autor, o jornalista Amauri Ribeiro, foi indiciado pela Polícia Federal. O livro ainda foi pouco lido, apesar da empolgação dos petistas. Se o modus operandi das reações aos escândalos foi repetido nesse caso, pode ser mais um bumerang contra os que perseguem a oposição ao invés de tratarem a coisa pública com o devido respeito.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Oportunidade política e oportunismo


Por Maurício Cazagrande
O que direciona uma sociedade é a política de um modo sistêmico e amplo. É um momento de possibilidade importante com poder para escolher entre a população os eleitos, responsáveis pela condução do destino de uma cidade, um estado ou país. A eleição traduz o nível de democracia paroquial ou regional.
São as eleições que mudam ou renovam o poder público nos sistemas representativos. A partir destas informações, desejo comentar sobre oportunidade política e oportunismo, numa disputa eleitoral.
A oportunidade é este momento de circunstancia favorável que a população tem para ampliar as suas conquistas. Na próxima eleição para prefeito e vereadores, em 2012, todos os municípios farão uma discussão, a campanha eleitoral, para escolher as melhores propostas de administração dos bens públicos. É nesta fase que o usuário deve avaliar a eficiência das políticas públicas.
Assim, a oportunidade política, proporcionada pelo momento histórico e legítimo da eleição, é imensa e favorável para que a população busque melhores dias e ampliação da qualidade de vida. É neste momento que devemos mensurar a real situação das ações em saúde pública, educação, cultura, geração de empregos, segurança, meio ambiente, infra-estrutura, assistência social e habitação popular.
Para os cidadãos envolvidos com a política partidária, também surge a oportunidade de contribuir ainda mais na elaboração de projetos, planos e ações que serão apresentados no embate eleitoral. Todos os políticos legítimos e com afinidade com o município ganham a possibilidade real de auxiliar os conterrâneos na superação das doenças, ignorância e pobreza.
O sentido da palavra oportunidade foi difundido no século XVI, na época das grandes navegações. Sem motores propulsores, os navios não tinham força para sair do porto. Então, precisavam de ventos fortes, que foram nomeados de “oportunidade”, para içar as velas. É célebre a recomendação do historiador Inglês Thomas Fuler (séc. XVII) que aconselha “quando o vento soprar, você deve içar sua vela”.
O oportunismo é uma expressão derivada e pejorativa do termo oportunidade. Caracteriza-se naquela postura de tirar proveito das circunstâncias num dado momento em benefício de seus interesses pessoais. A população, o eleitor comete oportunismo quando se esquece de participar do processo eleitoral, deixa de lado as avaliações e no momento de escolher vende o voto. Um gesto individualista que despreza a oportunidade de mais ganhos sociais.
O político oportunista é aquele que aparece de um contexto alheio a cidade e mostrando-se salvador da pátria. São falsos representantes que buscam na ignorância e fragilidade material da população humilde o aliciamento do voto, através de milagrosas promessas. Muitos candidatos oportunistas já são políticos, nada fazem, e buscam nas circunstancias mais espaço de poder. Outros são verdadeiros aventureiros e se lançam sem a mínima responsabilidade, só pelo interesse das conquistas pessoal e familiar.
 Contudo, oportunidades políticas são importantes para o bem comum e oportunismos geram atrasos irreparáveis para todos. Sempre esperamos por oportunidades. Alguns afirmam que nunca tiveram oportunidades. Assim, é aprazível a valorização dos momentos oportunos, pois alguns afirmam que a oportunidade surge uma única vez. Na política a população tem oportunidade sempre que acontece uma eleição.